andandandandandandandanda
PÁRA
Vim, vi, comprei
Um livro
lendolendolendolendolendolendo
menos o poeta
mais a
mim mesma
minha culpa
minha ignorância
minha paralisia
existência geléica
que pode ser mais. só.
E quem ela deve culpar auditóriooo?
A MÃÃÃÃÃE!
Resposta unânime.
Alguém mais para culpar?
Tem como não errar?
NÃO quero ser MÃE
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Fotos para vocês, indivíduos pós-modernos que não vivem sem elas =P
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
“Ai de mim!”: Nuno Ramos na Galeria Fortes Vilaça
Ai essa vontade de “materializar uma cócega existencial”...
“Com arte você tem condições de estancar tudo aquilo a que tem acesso, de tornar aquilo uma coisa real, uma coisa materializável e que se modifica também com o tempo. Quase uma vontade de materializar uma cócega existencial, uma coisa indefinida, uma ansiedade, uma vontade, uma ambição, uma vontade de falar de tudo, de poder ser autor de uma coisa memorável” – disse. Foi assim que Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos, mais conhecido como Nuno Ramos, respondeu à pergunta “por que sou artista?”.
Nascido em 1960 e formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Nuno nem sempre teve a arte tão presente em sua vida. De fato, foi somente a partir de meados da década de 80 que passou a dedicar-se integralmente à arte e a um novo movimento vanguardista: a Casa 7, assim intitulada pois o ateliê do grupo era a casa de número 7 em uma vila.
A arte dos integrantes da casa (Fábio Miguez, Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade e Carlito Carvalhosa) focava um novo investimento na pintura brasileira, sob forte influência de movimentos estrangeiros, principalmente o neo-expressionismo. Essa proposta ganha grande visibilidade na época, participando da 18ª Bienal de São Paulo.
Já na década de 90, depois de desmanchado o grupo, o artista começa a investir em instalações. Utilizando os mais diversos materiais, cria obras como “111” (1992), com a qual aborda o (na época recente) massacre do Carandiru. Parece ser uma transição para temáticas mais humanas e posturas mais políticas e críticas, distantes da experimentação das pinturas em papel Kraft da década anterior.
É dessa nova fase do autor que surge sua mais recente instalação: “Ai de mim!”. Influenciada por sua experiência com a literatura e por seu já tradicional trabalho com materiais antagônicos, a obra retrata um tema recorrente para a humanidade: a eterna guerra dos sexos.
A primeira parte, uma enorme peça de aço de aproximadamente 3,5 metros de altura, porta uma voz feminina (da atriz Helena Ignez). Já a segunda, de vidro, não chegando aos dois metros de altura, traz consigo uma voz masculina (do ator Luis Mello). Ambos apontam seus tubos acústicos contra o outro, como dois canhões de palavras. Lêem o texto “Ai de mim!”, que expõe todos os clássicos rancores e mágoas decorrentes da relação entre os sexos.
“Com arte você tem condições de estancar tudo aquilo a que tem acesso, de tornar aquilo uma coisa real, uma coisa materializável e que se modifica também com o tempo. Quase uma vontade de materializar uma cócega existencial, uma coisa indefinida, uma ansiedade, uma vontade, uma ambição, uma vontade de falar de tudo, de poder ser autor de uma coisa memorável” – disse. Foi assim que Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos, mais conhecido como Nuno Ramos, respondeu à pergunta “por que sou artista?”.
Nascido em 1960 e formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Nuno nem sempre teve a arte tão presente em sua vida. De fato, foi somente a partir de meados da década de 80 que passou a dedicar-se integralmente à arte e a um novo movimento vanguardista: a Casa 7, assim intitulada pois o ateliê do grupo era a casa de número 7 em uma vila.
A arte dos integrantes da casa (Fábio Miguez, Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade e Carlito Carvalhosa) focava um novo investimento na pintura brasileira, sob forte influência de movimentos estrangeiros, principalmente o neo-expressionismo. Essa proposta ganha grande visibilidade na época, participando da 18ª Bienal de São Paulo.
Já na década de 90, depois de desmanchado o grupo, o artista começa a investir em instalações. Utilizando os mais diversos materiais, cria obras como “111” (1992), com a qual aborda o (na época recente) massacre do Carandiru. Parece ser uma transição para temáticas mais humanas e posturas mais políticas e críticas, distantes da experimentação das pinturas em papel Kraft da década anterior.
É dessa nova fase do autor que surge sua mais recente instalação: “Ai de mim!”. Influenciada por sua experiência com a literatura e por seu já tradicional trabalho com materiais antagônicos, a obra retrata um tema recorrente para a humanidade: a eterna guerra dos sexos.
A primeira parte, uma enorme peça de aço de aproximadamente 3,5 metros de altura, porta uma voz feminina (da atriz Helena Ignez). Já a segunda, de vidro, não chegando aos dois metros de altura, traz consigo uma voz masculina (do ator Luis Mello). Ambos apontam seus tubos acústicos contra o outro, como dois canhões de palavras. Lêem o texto “Ai de mim!”, que expõe todos os clássicos rancores e mágoas decorrentes da relação entre os sexos.
A instalação é uma clara análise desse tema, repensando os paradigmas clássicos das sociedades ocidentais. Nela, os homens são pequenos e frágeis, representados pelo vidro, enquanto as mulheres aparecem em aço, negando a eterna imagem de “sexo frágil”.
Como disse Alberto Tassinari, "gestar, justapor, aludir, duplicar são quatro modos que Nuno Ramos encontrou para salientar e problematizar a invenção na arte”. E, com “Ai de mim!”, prova que os usa, também, para pensar e questionar de maneira bastante interessante temas universais e relevantes.
Como disse Alberto Tassinari, "gestar, justapor, aludir, duplicar são quatro modos que Nuno Ramos encontrou para salientar e problematizar a invenção na arte”. E, com “Ai de mim!”, prova que os usa, também, para pensar e questionar de maneira bastante interessante temas universais e relevantes.
PS: Tinhas umas fotos que eu queria postar também. Elas estarão aqui em breve devido a questões informáticas com as quais não estou conseguindo lidar no momento hauahauahauahauahuahau =P
Desculpem a trapalhada!
Desculpem a trapalhada!
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